Borba & Dudi do Projeto Doma, procuram novos subsídios na Arte Clássica de Montar e Disciplinar Cavalos com Orlando Facada.

Borba, idealizador do Projeto Doma, sempre preocupado em valorizar a amizade, o entendimento, a sensibilidade, a percepção como os principais elementos para um bom relacionamento entre o homem e os animais (cavalos e bovinos), em conjunto com sua esposa e assistente, realizou curso de Dressage (Adestramento) tendo como orientador o Sr. Orlando Facada, uma das maiores autoridades no assunto. O evento ocorreu no Guarujá, litoral de São Paulo, e objetivou acrescentar e aprimorar ao casal, conhecimentos específicos a respeito do “Dressage” a mais Tradicional Arte de Montar e Disciplinar Cavalos.

Borba diz que o Dressage ou Adestramento como é chamado no Brasil, tem suas raízes na Equitação de Guerra. “Era uma época em que os cavalos precisavam ser muito bem preparados, por que deles dependia a vida dos cavaleiros ” e explica como a origem da Equitação de Vaqueiro:

“Quando os espanhóis chegaram na América Central, mais especificamente no México, vieram os frades, acompanhados da Cavalaria Leve do Exercito espanhol. Apesar da aparência inocente e pacifica dos frades, com suas batinas marrons eles não tinham nada de inocentes e inexperientes. Em geral eram filhos de proprietários de terra na Espanha e tinham muito conhecimento a respeito do horsemanship usado pela Cavalaria Leve espanhola. Eram pessoas familiarizadas com táticas de guerra, assim como na lida com animais e agricultura”, explica o especialista.

“Foi nessa época que apareceu o “Vaqueiro Californiano” – uma mistura de sangue e hábitos dos índios, mexicanos e espanhóis que emprestou elementos das tradições dos conquistadores e exploradores e inventou tudo o mais que acreditou ser necessário para criar, inconscientemente uma das melhores abordagens de horsemanship que já se viu”, comenta Borba.

“Acreditamos que progredir é fundamental, por isso, temos uma preocupação real com a continuidade do nosso aprendizado, apesar de no Brasil as pessoas do meio acreditarem que quem procura cursos com freqüência não é bom no que faz”, ressalta Dudi.

A cada dois anos no máximo o casal arruma suas malas e embarca para os EUA para estudar. Em 2005 passaram quarenta dias estudando com o Martin Black no Oregon e Idaho. Acabaram de voltar de uma semana de estudos com o sr. Orlando Facada aprendendo a respeito dos Princípios Fundamentais do Dressage,(Adestramento). Em julho de 2006 Martin Black estará no Projeto Doma dando uma clinica de cinco dias para um grupo seleto de no máximo quinze pessoas.

“Sempre soubemos que praticar apenas uma modalidade do Esporte Eqüestre não significa conhecer Equitação e Horsemanship. Assim como, para um cavalo poder ser considerado bem domado ele precisaria participar, com boas classificações, em pelo menos três modalidades. Para nós é uma riqueza poder beber em varias fontes do Cenário Eqüestre”, comenta Borba.

“Tudo isso alarga muito os nossos horizontes, tanto no nosso dia a dia no que se refere à nossa habilidade pessoal, melhorando a nossa sensibilidade, o nosso timing e o nosso equilíbrio no trabalho diário com nossos cavalos, assim como estaremos compartilhando e levando novos conhecimentos e novas técnicas para todos aqueles que estiverem a nossa volta” comenta Dudi.

São essas diversidades que fazem com que os cursos do Projeto Doma, realizados por Borba & Dudi transmitam conhecimentos enraizados nos Princípios Fundamentais da Tradição das Escolas Eqüestres e não em regras, truques e atalhos que visam apenas encurtar o processo e que tem como resultado final, uma caricatura dos movimentos e manobras da verdadeira Arte Eqüestre.

O fato é que a partir do conhecimento de como funciona o processo de aprendizado dos animais somado à consciência de si, no sentido do seu processo de aprender, cada um pode criar a sua própria maneira de trabalhar, compreendendo melhor as atitudes e o comportamento dos animais, evitando o confronto, a intimidação, a coerção e a aplicação de dor física que só aumenta o nível de estresse e a queda de desempenho nas tarefas de todo dia.

“Nossos objetivos vão desde a preocupação em criar situações onde os animais possam ter um bem estar real – que tem uma relação direta com a qualidade da carne bovina e a exigência de importadores, no caso do gado – à compreensão e habilidades das pessoas que lidam com o gado e com o cavalo, seja no esporte eqüestre, na lida com o gado nas fazendas, no laser, nas pistas de julgamentos ou nos recintos de leilões”, informa Borba.

Orlando Facada – Português de nascimento, Orlando Figueira Facada é naturalizado brasileiro, onde mora desde o início dos anos 50. Ele começou tourear aos 10 anos de idade e seguiu carreira profissional em Portugal e Espanha, tornando-se autoridade em cavalos. Em 1963, radicando-se definitivamente no Brasil, começou a ministrar aulas de Equitação Clássica no Clube Hípico de Santo Amaro e na Sociedade Hípica Paulista. Ele representa o Brasil desde então em competições no México, Canadá, Venezuela, EUA, Uruguai, Argentina, Espanha, Itália, Áustria, Inglaterra e Alemanha. Orlando entrou para a história da Equitação como o único atleta brasileiro a conquistar uma medalha na modalidade Adestramento em Jogos Pan-Americanos. Atualmente, além de montar e ministrar aulas de equitação, dedica-se a preparação de cavalos e cavaleiros no Guarujá, onde está localizada sua escola de Equitação Nobrarte – Núcleo Brasileiro de Artes Eqüestres.


Texto: Juliana Gaspardo – Assessoria de Imprensa

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