Formação Acadêmica

  • Ginasial – Colégio Bandeirantes, S. Paulo, 1964
  • Colegial – Colégio S. Bento, Araraquara, 1967
  • Curso Universitário – Faculdade de Ciências Econômicas da PUCC, Campinas, SP, 1972

Formação Equestre

  • 1972 – estágio de 1 mês, no Bauru Haras, com o treinador Benedito Moreira, Bauru, SP.
  • 1974 – Doma de cavalos de clientes, na Faz. Sto Antonio, Capivari, S. Paulo.
  • 1975 – estágio de 3 meses, no Big Spring Ranch, Plano, Texas, EUA, com o treinador Allan Mcguire.
  • 1976 – Doma de cavalos próprios, de clientes e apresentação dos mesmos em leilões oficiais.
  • 1977 – Convidado pela diretoria da ABQM, para estágio de 1 ano nos EUA
  • 1978 – estágio de 1 ano, no Atlasta Ranch, Perris, California, EUA, com o treinador Joe Moreno Jr.
  • 1984 – contratado pelo extinto “COMIND” (Banco do Comércio e Indústria de São Paulo S.A.) por 1 ano, ministrando cursos para clientes e futuros clientes.
  • 1986 – criação dos cursos de Doma-Zebú, apresentação do Boi de Pista e Trabalho com Gado a Cavalo.
  • 1996 – Livro “Doma Racional – Manual do Participante” 2ª edição revisada e ampliada, Tales Cunha Leal – Médico Veterinário, Livraria e Editora Agropecuária, FARSUL-SENAR, referência bibliográfica através do Curso de Doma Racional, Tupanciretã, setembro de 1986.
  • 1999 – Clinica B.Brannaman, de 17 a 19 de setembro – Horsemanship, Trabalho com Gado e Ranch Roping – em Lewisburg – West Virgínia/ U.S.A.
  • 2000 – Clinica Ray Hunt, de 16 a 20 de junho – Iniciação de Potros, Horsemanship e Trabalho com Gado – em Leesburg – Virgínia/ U.S.A.
  • 2002 – Clínica B.Brannaman, de 24 a 27 de maio – Trabalho com Gado e Laço de Fazenda – Meeteetse, Wyoming/ U.S.A.
  • 2005 – 23, 24 e 25 de abril
  • Show The Californios
  • 2005 – 30 de abril a 01 de maio
  • Herdwork Clinic, Martin Black & Dave Glasier – Caldwell – Idaho
  • 2005 – 2 a 5 de maio
  • Reined Cow Horse Clinic, Martin Black & Melissa Jayo – Wilder – Idaho
  • 2005 – 7 a 12 de maio
  • Ranch Clinic, Martin Black – Jordan Valley – Idaho
  • 2005 – 14 a 19 de maio
  • Ranch Clinic, Martin Black – Jordan Valley – Idaho
  • 2005 – 21 a 22 de maio
  • Big Loop Rodeo – Jordan Valley – Oregon
  • 2006 – 10 a 15 de julho
  • Iniciação de Potros & Horsemanship com Martin Black – Projeto Doma – Capivari-SP
  • 2007 – 02 a 06 de julho
  • Horsemanship Avançado com Martin Black – Projeto Doma – Capivari-SP
  • 2007 – 09 a 13 de julho
  • Iniciação de Potros & Horsemanship com Martin Black – Projeto Doma – Capivari-SP
  • 2007 – 16 a 20 de julho
  • Horsemanship com foco em Cavalos de Competição & Stockmanship com Martin Black – Projeto Doma- Capivari-SP
  • 2007 – 23 a 27 de julho
  • Stockmanship, Horsemanship & Ranch Roping com Martin Black – Fazenda Santa Rita – Caçu-GO
  • 2008 – 02 a 28 de junho
  • The Alvord Ranch School com Martin Black – Alvord Ranch Burns – OR – EUA

Meu Trabalho, Minha Fantasia de Menino

 Férias na Fazenda.
Sempre os cavalos
Filmes de cowboy no cinema da cidade

Roy Rogers & Trigger

Gene Autry & Champion
Zorro & Silver
Tom Mix & Tony
Hapalong Cassidy & Topper

Gente que pegava
Chapéu no chão,
Sem descer do cavalo.

 

Saltava no estribo.

Gente que vinha correndo,
Saltava pela garupa;
Encaixando-se na sela,
Pronto para partir.

Aqueles cavalos maravilhosos
Ficavam ali parados,
Esperando seus cavaleiros
Como se soubessem
Tudo que estava acontecendo,
Como se soubessem o script.

 

 A vontade do seu cavaleiro
Era a sua também.
Havia muitos esbarros;
Havia muitos roll backs também.

O tempo foi passando,
Os filmes mudando.

Em Roy Bean the Judge,
Paul Newman
Spina seu cavalo,
No cruzamento de uma pequena cidade,
Atirando num ângulo de 360 graus.

Em “Os Cowboys”,
John Wayne
Contrada um bando de crianças,
Para serem integrantes
De uma comitiva,
Para viajar um gado
Não sei quantos dias de marcha!

O teste dos meninos,
É montar uma égua redomona.

Ela é encilhada,
Hackmore na cabeça

.Um por um dos meninos,00000018
Monta e cai.
O último para nela,
E espina para os dois lados.

Assim os meninos vêem
Como é o começo
Daquilo que os espera.
Uma pergunta martelava
Na minha cabeça.

Por que será
Que cavalo de cowboy
É tão legal?

De repente toda essa fantasia
Se torna realidade.
Eis que me encontro
Um dia trabalhando
Com “cowboy de verdade”

Consegui então perceber
E responder,
O porque dos cavalos serem tão parceiros.

É por que ele
É a ferramenta “primordial”,
Sem ela não existe trabalho,
Consequentemente não existe vida.

O cavalo é a mágica
de estar vivo.

Borba

 

O Homem do Espelho

Quando, na sua batalha interna
Você alcançar a sua grande meta.
E então o mundo lhe fizer rei por um dia,
Vá ao espelho e dê uma olhada,
E veja o que aquele cara tem a lhe dizer.

Ali o que vai valer,
Não é o julgamento
Do seu, pai, da sua mãe, ou da sua esposa.
O veredicto que conta,
É aquele que vem
Daquele cara que está lá do outro lado do vidro.

Você pode até se sentir o maioral
E pensar que é o máximo.
Mas, se não conseguir,
Encarar direto nos olhos,
Aquele cara lá do espelho
Você vai perceber
Que não passa de um bundão.

Mas, se aquele cara lá do espelho
For seu amigo,
Não se preocupe.
Porque, depois de você ter passado
Pelas todas as provações e testes dessa vida,
Ele é o único,
A quem você pode agradecer,
Porque, no fim de tudo,
É só ele que vai estar com você.

Através do seu caminho pela vida,
Você pode até enganar todo mundo,
Recebendo tapinha nas costas.
Mas o seu fim, será muito triste,
vai ser só dor e lágrimas,
Se você trapaceou,
Aquele cara lá do espelho.

Dale Wimbrow, 1934

 

Horóscopo Chinês

“Eu sou o caleidoscópio da mente,
Eu transmito luz,
Cor e movimento perpétuo,
Eu penso, vejo e sou movido por elétrica fluidez.

Constante apenas na minha inconstância,
Não sou prisioneiro de influências terrenas,
Não sou reprimido por objetivos, inflexíveis e coersivos.

Eu corro através de trilhas virgens,
Meu espírito inconquistado,
Minha alma eternamente livre,
Eu sou O Cavalo.”

Theodora Lau

Coração
Há alguns dias atrás,
estava conversando com um amigo
Que tem muito conhecimento e muitas opiniões.
Falávamos do que gostaríamos de ver num cavalo,
É claro que as suas colocações,
eram muito diferentes das minhas.
Ele dizia;
gosto de ver um afogador bem limpo,
seguido de um pescoço fino em forma de pirâmide,
gosto dos curvilhões perto do chão,
lombo curto, cascos firmes e bem formados.
Uma paleta limpa e com boa inclinação é fundamental,
também fazia parte do seu discurso,
de como gostaria de ver um cavalo que fosse comprar.
Especificava também, a importância desse cavalo ter
uma boa garupa e uma musculatura bem pronunciada
por dentro da pernas, alem de uma cabeça curta com
dois olhos grandes, suaves e bem separados.
Ai quando ele acabou o seu longo discurso,
com todas aquelas qualidades e atributos,
a respeito da conformação de um bom cavalo de sela,
perguntou a minha opinião,
querendo saber por onde eu começaria.
Ai, eu lhe disse que a mim só interessava,
cavalos que tivessem coração.
Disse-lhe que coração para mim,
estava acima de qualquer outro atributo.

Que pra mim não tem a menor importância
se ele é irmão próprio do campeão dos campeões
ou quanto dinheiro sua avó ganhou,
se é palomino, baio, alazão, castanho ou lobuno
Mas, se você me mostrar um cavalo
que tenha vontade, coragem e coração,
é esse que quero comprar.

Disse-lhe também que tenho encontrado
esse tipo de qualidades,
em algumas mulheres e alguns homens.
São daquele tipo que não se amedrontam,
nem param quando de repente as águas ficam sujas.

Monte Baker

O Ferrageiro de Carmona

Um ferrageiro de Carmona
Que me informava de um balcão:
“Aquilo? É de ferro fundido,
foi a forma que fez não a mão.
Só trabalho em ferro forjado
que é quando se trabalha ferro;
então corpo a corpo com ele;
domo-o, dobro-o, até onde quero

O ferro fundido é sem luta,
É só derramá-lo na fôrma.
Não há nele a queda de braço
e o cara a cara de uma forja.
Existe grande diferença
do ferro forjado ao fundido;
é uma distância tão enorme
que não pode-se medir a gritos.

Conhece a Giralda em Sevilha?
De certo subiu lá em cima.
Reparou nas flores de ferro
Dos quatro jarros das esquinas?

 

Pois aquilo é ferro forjado.
Flores criadas numa outra língua.
Nada têm das flores de fôrma
Moldadas pelas das campinas.
Dou-lhe aqui a humilde receita
Ao senhor que dizem ser poeta:
O ferro não deve fundir-se
Nem a voz ter diarreia.
Forjar: domar o ferro a força,
Não até uma flor já sabida,
Mas ao que pode até ser flor
Se flor parece a quem o diga.”
João Cabral de Mello Neto

 

A Abordagem Doma

A abordagem “doma“
não pode ser ensinada,
nem por um professor, nem por um livro, nem por filmes,
não importando o quão bons eles possam ser.
A única coisa que o professor, o livro ou o filme,
podem fazer para ajudar,
é apontar o caminho, a direção,
na qual o aluno deve seguir,
para que um dia possa atingir o objetivo,
que é a compreensão do cavalo como um Todo.

 

A abordagem “doma“
não é uma questão de comportamento,
é uma atitude,
que implica na obediência de uma série de princípios,
que abrangem todas as circunstâncias,
quanto ao uso do cavalo.

 

 

 

 

A abordagem “doma“
Não é só uma questão de informação,
Mas sim uma questão daquilo,
que se refere à experiência do conhecimento.
Muitas vezes o processo de aprendizado
Nos deixa no escuro,
Sem nenhuma luz no fim do túnel.

 

 

 

A abordagem “doma“ nos dá,
Uma certa insegurança um certo desamparo,
Por que ela se alimenta,
Do refinamento da Sensibilidade, de um Timing apurado,
E também dos ajustes necessários para que
Um Equilíbrio refinado e harmônico possa emergir.

 

 

 

 

A abordagem “doma“ é um exercício,
De auto disciplina, paciência e imparcialidade.
Tatear, experimentar, procurar,
Voltar, começar outra vez.
Aprender como se aprende.

A abordagem “doma“
Agiliza a inteligência,
É fundamental saber como,
Ajustar-se para poder,
Se adequar a cada nova situação,
Por que cada cavalo é um ser único.

 

Na abordagem “doma“
O resultado final,
É conseqüência de um processo.
Nada a ver com resultados imediatos,
Que surgem, por um ato de graça
ou pela ação de poderes sobrenaturais.
A grande riqueza está na experiência,
Adquirida durante a viajem para se chegar lá.

 

 

A abordagem “doma“ não é só,
No sentido do cavalo como um Todo,
Mente, Físico e Espírito,
Mas também no sentido,
De podermos aperfeiçoar o imperfeito,
Na busca da Perfeita Integração Homem – Cavalo.

 

 

 

 

Já a abordagem convencional é simplista,
Ela se alimenta apenas da lógica racional,
Não considerando o ponto de vista do cavalo,
Pois, não compreende
Que O Instinto de Autopresevação,
É o direito maior do cavalo.

Nela não existem dúvidas,
Está tudo metodizado, esquematizado,
É só seguir um sistema.

Ela adora engolir regras simplistas,
Assim como:
Faça isso para obter aquilo.

 

Usando a lógica formal e o pensamento racional.
Ela busca resultados imediatos,
Não se importando com a compreensão.
Não tem compromisso,
Com o processo de aprendizado.
É a ignorância
Com fome de significado.

Os convencionais e todos aqueles
Que acompanham os modismos:
Racional, Americana, Européia, Australiana, …
Todos eles buscam bandeiras fáceis,
Usando uma lógica simplista,
Transformando a Arte da Equitação & do Horsemanship,
Numa prática vulgar e burra.

 

Não consideram,
Que o cavalo é um ser vivo,
Que pensa, sente, decide,
E tem uma capacidade enorme de aprender
E que está inserido num ponto de vista,
Que não tem drama.
Ele é apenas um filho da natureza,
Que só tem coração.

“Do” pode ser “Caminho”,
Assim como pode ser “Fazer”,
Como também pode ser,
“D” inâmica “o” rganizada
“ma” pode significar
“m” udança “a” dequada,
Mas também pode ser um
“m” ovimento “a” destrado

 

“doma“ é arte,
Por que, é caminho, elemento de conhecimento
É alquimia, siderurgia, cadinho;
Que vem das nossas mais profundas entranhas,
É coisa que o dinheiro jamais pôde comprar.

“doma“, é a nossa capacidade
De, sob a ótica do cavalo,
Ter a imaginação de imaginar-se cavalo,
Nem que seja por um segundo.

 

“doma“, é assunto palpitante,
Gostaria de ter seu palpite.
Palpitar é bom; é vivo.
Quando o palpite é palpitante
Melhor ainda.

“doma“ é a capacidade de nos ajustar a cada nova situação,
Percebendo a verdadeira natureza
Daquilo que está acontecendo, momento a momento,
Procurando encorajá-lo ou desencorajá-lo,
Sabendo como agir da melhor forma.

 

“doma“ é saber que: “tudo depende”
Por que, cada cavalo que chega,
é uma nova situação,
E cada momento é um novo ajuste.

 

 

 

 

 

Só vamos conseguir melhorar
O nosso desempenho
Se o nosso objetivo for
O processo de aprendizado
Aumentando a nossa Sensibilidade (Feel)
Apurando o nosso Senso de Oportunidade (Timing)
Na procura do Bom Senso,(Balance)

 

 

 

A qualidade do nosso desempenho,
É distinguido por um único fator;
A nossa habilidade em sermos capazes
De responder apropriadamente,
Enquanto interagimos com um cavalo.
Desde aquele cavalo que estamos trabalhando há muito tempo,
Até aquele que simplesmente estamos segurando para um amigo,

 

 

 

Vamos realmente perceber
Que estamos bem domados,
Quando conseguirmos reconhecer,
Cada vez mais rápido,
As correções que o cavalo está nos oferecendo.
Percebendo as necessidades,
Físicas, mentais e emocionais dos nossos cavalos.
Nos percebendo assim, mais capacitados,
Para uma maior intimidade com nossos animais,
Conseguindo usufruir mais daquilo que chamo
Perfeita Integração Homem-Cavalo.
Eduardo Borba.

 

A consciência de si

Não importa se os problemas
são mais nossos ou dos nossos cavalos.
O fato é que não temos,
nem precisamos resolvê-los como num
passe de mágica.
Talvez a solução apareça,
depois de uma hora, quiçá amanhã
ou mesmo daqui há um ano.
A verdade é que depois
de algum tempo, nos aparecem
novas molduras mentais ou mesmo,
poderemos estar mais preparados para
lidar com problemas que hoje apresentam
um grau de dificuldade muito grande.

Jim Overstreet

 

Todas as Teorias

Todas as teoria, todos os poemas
Duram mais que essa flor,
Mas isso é como o nevoeiro, que é desagradavel e húmido,
E mais que essa flor…
O tamanho ou duração não tem importância nenhuma…
São apenas tamanho e duração…
O que importa é aquilo que dura e tem dimensão
(Se verdadeira é a realidade)…
Ser real é a cousa mais nobre do mundo.

Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

 

Meu Querido Pat

Você me viu entalhando uma pequena figura na madeira e disse:

“Por que não faz alguma coisa para mim?”
Perguntei o que queria e você me disse: “Uma caixa.”
“Para que?”
“Para guardar coisas.”
“Que coisas?”

 

 

 

“O que você tiver”, você me disse.”

Bem, ai está a sua caixa. Quase tudo que eu tenho está nela, e não está cheia. Dor e emoção estão dentro dela, sentimentos bons e ruins, maus pensamentos e bons pensamentos – o prazer da obra, algum desespero e a alegria indescritível da criação.

 

 

 

 

Em cima de tudo estão toda a gratidão e o amor que sinto por você.

E a caixa ainda não está cheia.

John

Extraído do livro – A Leste do Éden de J. Steinbeck.

 

 

 

A Vida

Senti meu cavalo como meu corpo.
E os cavalos, vagarosos;

Viajavam como dentro de um mar.

A liberdade é assim, movimentação.

João Guimarães Rosa

 

 

 

O Mito

“Percorrendo incansavelmente
A vastidão das planicies,
O cavalo simboliza
A imensa vastidão da Terra”.
I Ching