Se os desejos fossem cavalos

Minha capacidade de pensar já estava quase no fim, eu já estava chamando por “Jesus, Maria, José e o Espírito Santo”, acreditando que a “Santíssima Trindade”, pudesse me ajudar mais do que qualquer uma das minhas ajudas de assento pernas ou mãos pudessem comunicar. Não conseguia compreender o que estava acontecendo.

Minha égua que já estava fazendo 4 anos não conseguia executar de uma maneira que pudesse me satisfazer um exercício absolutamente básico, chamado “ceder a perna”. A maioria dos potros de dois anos não tem a menor dificuldade em executá-lo.

Estava a ponto de pirar, ela não parava de escabecear. Sua movimentação era tão forte que mais parecia um desses bonecos de mola quebrados que pulam de uma caixinha quando tiramos a tampa. Era tão forte que dava para ouvir o bridão batendo nos seus dentes.
Estava sozinha, parada no meio daquela arena, a cerca toda cheia de poeira. Um frio do cão. Desanimada, soltei as rédeas deixando-as cair logo a frente do pito da sela, enfiei as mãos no bolso da minha jaqueta. A luz florescente da arena era de um tom meio amarelado, que dava um clima desolado e solitário para o cenário.

O silencio daquela noite de inverno só era quebrado pelo som da chuva caindo na no telhado de zinco.

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Um lugar confortável e seguro para estar

Sempre que passamos pela experiência de um ambiente novo, seja no colégio, no trabalho ou num bairro novo. Num primeiro momento, não tem como não ficarmos apreensivos e desconfortáveis a respeito dessas mudanças.

Mas, a despeito de todas essas dificuldades, a nossa necessidade inerente de estar bem nos empurra a uma adaptação.

Mas, se viemos de um ambiente seguro e confortável, as chances de adaptação são muito mais rápidas. No entanto, muitas vezes, o novo ambiente pode até parecer seguro, mas se estivermos chegando de um lugar que não nos propiciava segurança e conforto, a adaptação vai ser mais trabalhosa e demorada. Mas, de qualquer forma precisamos sobreviver, por isso de alguma maneira vamos nos adaptar.

Acredito que o cavalo e os outros animais do planeta possuem essa mesma necessidade: “um lugar seguro e confortável para estar.

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The California Horse

Nascido no século XVI, pela necessidade do trabalho com o gado, o ágil Cow Horse californiano manteve-se resistente a todas as mudanças através dos séculos.

Embora qualquer cavalo da Califórnia possa ser chamado de cavalo californiano, o verdadeiro herdeiro do titulo é “Ranch Working Cow Horse” ou como é chamado nos dias de hoje o ”Working Cow Horse”, cuja historia é inextricavelmente entrelaçada com historia desta terra e seu povo.

Tal como o povo desta terra o “Working Cow Horse” californiano é um imigrante com uma mistura de heranças genéticas cujas origens exatas se perderam nas viagens e no tempo.

Sabemos que os cavalos selvagens que vivem na Califórnia há cerca de 200 anos são descendentes dos cavalos trazidos por Cortez, para o México. São animais da linhagem dos cavalos trazidos ao caribe por Colombo em sua segunda viajem em 1494. A tropa de Colombo era indubitavelmente de origem espanhola e moura, mas e antes disso? A resposta é irrelevante, pois como o povo desta terra, o mesteño ou mustang selvagem possuía a mistura de um vigor híbrido, assim como a terra fértil da Califórnia, o que somado ao isolamento geográfico ajudou o cavalo e o homem a não apenas sobreviver, mas prosperar.

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Os Patrulheiros dos Currais

Nos Confinamentos os Cavalos Enfrentam Toda Sorte de Adversidades, Muito Barulho e Gado

Os cavalos que trabalham nos confinamentos de gado nos USA, são como carteiros – não existe nada que possa impedi-los de fazer aquilo que precisam fazer.

Atualmente nos USA existem perto de 11 milhões de cabeças de gado em regime de confinamento.

Este gado está sendo preparado para produzir carne da mais alta qualidade: melhor hamburger, o roast beef mais saboroso e a picanha mais fantástica do mundo.

O trabalho dos cowboys começa antes do amanhecer e vai até depois do anoitecer.

Alguns trazem seus próprios cavalos, mas já existem alguns confinamentos que tem tropa própria.

Os cavalos que são usados para manejar esse gado, passam a maior parte do tempo patrulhando os currais, isto é, curando uma rês doente ou machucada, mudando animais de um curral para outro, etc… O fato é que o gado precisa ser cuidado em qualquer circunstância. Nem a neve, nem a chuva, nem o calor, nem mesmo a escuridão das noites, conseguem abater esses cavalos. Eles são as sentinelas dos currais.

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O Jeitão do Buckaroo

“Ele também é um cowboy no sentido de que o seu trabalho é lidar com gado a cavalo. Mas é aí que as semelhanças acabam”.

Para algumas pessoas os termos, buckaroo e cowboy, significam absolutamente a mesma coisa. Apesar das similaridades, existe um abismo enorme entre os dois.

A palavra buckaroo foi o jeito que os norte americanos acharam para falar vaquero, um termo espanhol para designar as pessoas que lidavam com gado a cavalo nos primórdios da Califórnia.

Os vaqueros foram as primeiras pessoas do continente norte americano a lidar com gado a cavalo. Essa Tradição influencioucowboys desde o Oregon até a Flórida.

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Blog Projeto Doma

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