Newton Camargo & Cláudio Sabino

Em 1984, em parceria com o Banco Comind, realizamos um curso de Iniciação de Potros & Horsemanship para a ABCZno parque Fernando Costa em Uberaba. O doutor Newton Camargo, que era o presidente, e o Cláudio Sabino, diretor, me convidaram para fazer para ensinar as pessoas a Domar & Apresentar Gado de Elite. Prontamente respondi que não conseguiria, porque o Nelore me intimidava muito. Mas o Cláudio não me deu muito tempo e disse: “Não queremos os bois, queremos os homens”. Foi nesse momento que percebi que eles estavam me vendo muito mais como um Educador do que como um Domador. Imediatamente aceitei o desafio.
Comecei minhas pesquisas conversando com todo mundo que pudesse ter alguma experiência e, de alguma maneira, conseguisse me dar algum subsídio. Uma dessas pessoas me contou a seguinte história: “um dia fui ajudar um velho carreiro tirar uma madeira na fazenda de um amigo. Cada um de nós tinha três juntas de boi. Quando chegamos no lugar que seria o acampamento, construímos a nossa barraca e soltamos os bois. Quando me dei conta de que tinha soltado meus bois num lugar aberto e sem cerca, fiquei preocupado e pedi ao velho que me ajudasse a pegar os bois na manhã seguinte”. Ele prontamente respondeu: “os seus eu não sei, mas os meus vão amanhecer aqui na porta da barraca.”

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O Inexplicável Borba

Campo de sonhos e lições

Uma imersão na “objetividade subjetiva” de Eduardo Borba, o mais complexo horseman brasileiro

O que uma pintura de Picasso ou uma foto de Cartier-Bresson tem a ver com cavalos? A comparação, pouco convencional, é um bom ponto de partida para entender o universo reflexivo de José Eduardo Borba, um dos mais inquietos estudiosos da relação homem-cavalo hoje em atividade no Brasil. Sempre disposto a derrubar velhos paradigmas – inclusive os seus próprios – para mostrar novas alternativas, Borba desperta paixões e ódios. Muito mais admiradores, é verdade. Calcula-se que pela sua batuta já tenham passados mais de seis mil alunos e 10 mil cavalos, desde quando começou a dar cursos, na década de 70. Mesmo com toda essa notoriedade e relevância, não faz o menor esforço para se render aos convencionalismos do mercado. Muito pelo contrário: abomina-os. “Já estou muito velho para vender a minha alma”, conforta-se.

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Potros: Doma e Iniciação

Uma coisa é mostrar quem manda; a outra é procurar compreender e ser compreendido

Existe uma diferença enorme entre os Potros e Iniciar os Potros. No primeiro caso, o foco principal é mostrar que ali quem manda somos nós. Todo o processo é baseado no conceito de obediência e desobediência. Já na Iniciação, o foco principal está no controle da mente, que se dá por meio da compreensão e da responsabilidade mútua. O cavalo só não nos responde se estiver confuso, não compreender ou ainda não saber como fazer.
Por isso a importância de diferenciar os dois conceitos. Podemos até ter controle do corpo e das patas, mas se não tivermos controle da mente, mais hora menos hora vamos ter problemas. Isto é, não vamos conseguir dirigir aquela energia para onde queremos. Portanto, saber como esse animal opera sua vida e ter consciência da importância e do significado do Instinto de Auto Preservação é fundamental. Esse é o caminho que nos leva a compreender as necessidades internas do nosso potro.

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O Horsemanship de Martin Black

A família Black foi uma das primeiras a se estabelecer em Bruneau Valley , mais especificamente na região do Owyhee Country, no estado de Idaho.
No inicio do século XIX, Joe Black já era conhecido pela qualidade e quantidade de cavalos que criava e treinava. Vendia cavalos para pecuaristas rancheiros e exercito americano. Alguns governos europeus também compravam seus cavalos para fins militares. Joe Black era um grande horseman e seu trabalho era feito dentro do Horsemanship Californiano Tradicional, trazido pelos espanhóis. Seus cavalos eram iniciados no hackmore, depois iam para as quatro rédeas e finalmente para o Spade Bit( freio tradicional californiano) ele também gostava de usar a Reata(laço comprido de couro).

Martin Black cresceu dentro desse ambiente e faz parte da quinta geração dessa família, que tanto do lado paterno como materno, sempre teve o foco da vida na criação de cavalos e gado.

Seu tio Paul Black gostava muito de competições, na década de 40 se tornou um proeminente treinador de Working Cow Horse da região. Aos 8 anos ele já passava horas observando-o dar aulas a Melvin Jones, de quem mais tarde recebeu muitos ensinamentos.

Aos 10 anos já saia acompanhando seu bisavô Albert e seu tio Paul Black, no trabalho e nas competições que haviam daFeira Anual de Elko, Nevada. Aos doze iniciou seu primeiro potro, aos 14 já tinha iniciado um numero tão expressivo de potros que deixava muito claro para os seus mentores a sua aptidão para lidar com animais jovens.

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Relacionamento Homem-Animal

Borba & Dudi do Projeto Doma, procuram novos subsídios na Arte Clássica de Montar e Disciplinar Cavalos com Orlando Facada.

Borba, idealizador do Projeto Doma, sempre preocupado em valorizar a amizade, o entendimento, a sensibilidade, a percepção como os principais elementos para um bom relacionamento entre o homem e os animais (cavalos e bovinos), em conjunto com sua esposa e assistente, realizou curso de Dressage (Adestramento) tendo como orientador o Sr. Orlando Facada, uma das maiores autoridades no assunto. O evento ocorreu no Guarujá, litoral de São Paulo, e objetivou acrescentar e aprimorar ao casal, conhecimentos específicos a respeito do “Dressage” a mais Tradicional Arte de Montar e Disciplinar Cavalos.

Borba diz que o Dressage ou Adestramento como é chamado no Brasil, tem suas raízes na Equitação de Guerra. “Era uma época em que os cavalos precisavam ser muito bem preparados, por que deles dependia a vida dos cavaleiros ” e explica como a origem da Equitação de Vaqueiro:

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Blog Projeto Doma

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Dudi Rédeas

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