O Sr. Alberto Alves Santiago, em seu livro “O Guzerá” editado em1984 pela Editora Tropical Ltda, diz: “Na vida comum de um agricultor indiano, o que se observa é que o animal tem menos de sagrado de que a produção.

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 É do trabalho dos bois que eles vivem, pois sem os mesmos não poderiam rasgar o solo duro de argila para plantar suas sementes, irrigar suas terras e transportar o produto para a cidade…..

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Por causa do trabalho que lhes presta, todos os agricultores procuram ter uma junta de bois…..Devido á importância do animal como elemento de trabalho, e seu alto valor econômico, o agricultor trata-o como elemento integrado a sua produção.
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 Não o deixam comer livremente….., trazem-no amarrado ou pastoreando….Não há nada, pois, de sagrado com o gado em relação às atividades rurais.

Apenas não o podem matar. Isso sim. Fazem-no trabalhar e passar fome, mas a crença do hindu não permite a hipótese de o matar. Sob esse aspecto é um animal sagrado.”

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Tanto o boi como o cavalo são animais, que podemos chamar de predados, ou seja, são presas de predadores. Essa condição fez com que esses animais desenvolvessem um sofisticado instinto de auto-preservação. Portanto, quando se lida com eles temos que levar em conta, que do seu ponto de vista, somos predadores, então quando se assustam conosco ou com qualquer coisa, referente ponto de vista do ser humano, só estão querendo salvar suas vidas.

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Nossa tradição é a pecuária de corte. Criamos esses animais em regime extensivo. Quando nos aproximamos é sempre como predadores, portanto é muito natural que tenham medo.
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Temos que garantir a eles o seu instinto de auto-preservação, para que possam assim, responder ao que estamos pedindo. Desde os primórdios esses animais foram usados pelo homem como elemento de trabalho nas suas tarefas cotidianas, como montaria, ou puxando carroças e arados, ajudando assim o Homem a construir o mundo ao qual pertencemos hoje. Portanto existe uma linguagem específica, previsível e efetiva, proveniente dessa categoria de animais.

No decorrer da história sempre houve aquele que tinha o “Dom” da comunicação em relação a esses animais. Tanto cavalos como bois, foram e são adestrados e treinados para servir ao Homem.

Estamos propondo agora um boi treinado para ser Apresentado em Pista, tanto de leilão como de julgamento. Ele tem que saber o que está fazendo ali, assim como o boi que puxa o arado ou a carroça sabe o que se espera dele.

 

Estrutura do Curso

Trabalho de Chão

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Trabalho de Chão é uma Arte que em todas as partes do mundo, foi muito praticada por todos aqueles que precisavam de alguma forma do trabalho desses animais. Atualmente com o advento do “Natural Catlemanship”, ela vem sendo resgatada, como a pedra fundamental de todo o seu significado.

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Trabalho de Chão é a melhor maneira de se construir a Confiança e o Respeito, Tanto no animal como no ser humano. É através de uma série de exercícios de Interação que começamos a construção da Verdadeira Integração Homem-Zebu.

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Desta forma, temos a oportunidade de aprender a partir do animal que está sendo trabalhado: conseguimos ver como as patas se mexem, o que elas fazem, para onde estão levando o nosso animal. como vamos transformando as resistências num “soft Feel”. Desde ângulo é muito mais fácil perceber e ver suas pequenas tentativas e suas mudanças, encorajando-o ou não.

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Também posso perceber melhor onde esta sua atenção, como esta sua expressão, como ele lida com o equilíbrio, isto é, de que maneira ele muda o peso de uma parte para a outra e também como as transições acontecem.

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É esse Trabalho de Chão que vai promover a Base para o trabalho de Apresentação. Acredito que sem essas habilidades uma pessoa possa até vir a ser um bom Apresentador, mas nunca será um Grande Apresentador(Catleman).

Tenho certeza que se alguém perguntar a um Zebu, ele vai responder que os domadores que fazem mais sucesso nas apresentações, são aqueles que conseguem educar e disciplinar seus animais com boas maneiras promovendo a paz entre o gado e o mundo dos seres humanos.

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Portanto, treinar para adquirir as habilidades necessárias para executar os Trabalhos de Chão com maestria é um dos grandes objetivos da abordagem doma .

Toda técnica é boa e ruim ao mesmo tempo.

Não é o que eu faço, mas sim como apresento minhas idéias ao meu aluno Zebu.

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Mesmo a melhor das técnicas quando apresentadas impropriamente, ou fora do “Timing”, tem uma possibilidade enorme de não funcionar. E por isso que conhecer como o Zebu opera e tão importante. tenho que saber como ele está se sentindo do outro lado da linha. No meu entender, a abordagem da mente dos animais é a parte mais importante, porque, dessa maneira estarei desenvolvendo uma compreensão verdadeira, o que é muito diferente de quando estou buscando uma resposta imediata através da força e da intimidação, deixando a compreensão de lado.
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Quer dizer, a forma e a maneira como estou apresentando a técnica ao meu animal é o que conta. Como os exercícios chegam no meu aluno (Zebu), é que podem ou não conduzi-lo a uma moldura mental de aprendizado, ajudando a relaxar, confiar e a interagir comigo, ou não.

cada animal é um indivíduo único, apresento os exercícios de acordo com as oportunidades que cada um me oferece.

No início vamos ter trancos, arrancos, sustos, surpresas. Mas dentro da abordagem , rapidamente poderemos experimentar, uma interação com suavidade, respeito e atenção são fundamentais para uma boa relação

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Percepção Direta

É quando, para exercer uma influência no meu animal tenho uma conexão física com ele.

Com um cabresto e um cabo de 8 metros é a minha melhor conexão, quando estamos na fase inicial da .

É por aqui que vamos abrir um canal de comunicação entre o domador e o Zebu.

Através de um cabo de oito metros é que começamos a mostrar ao nosso aluno Zebu onde é o fim da corda.

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 Percepção Indireta

É quando influencio o meu animal sem ter nenhum contato físico com ele.

Como perceber quando tenho que sair da frente dele e quando posso influenciá-lo a seguir numa direção por mim indicada.

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Aprendendo a Traduzir as Expressões

Sinais de Perturbação

  • Movimentação Intensa do Corpo,
  • Olhos arregalados
  • Narinas Abertas, assoprando
  • Movimentação intensa das orelhas,
  • Movimentação intensa do rabo,
  • Investindo no domador,

Amuar (deita e não levanta).

Sinais de Respeito,

  • Confiança & Submissão
  • Diminui a movimentação do corpo
  • O olhar se torna suave, doce e calmo
  • Rumina na presença do domador, passando a língua pelo fucinho
  • Faz contato com o seu domador
  • Cabresteia ao lado do seu domador sem tirar a barriga do cabo.

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A Doma do Boi

Relação Predador-Predado
Comunicação x Dominação
Interação = Integração
Feel, Timing & Balance
Aprendendo a Ouvir o Boi
Dessensibilização das Áreas Vulneráveis
Ensinando o Boi sair da Pressão
Feel, Timing & Balance
Aprendendo a Ouvir o Boi
Dessensibilização das Áreas Vulneráveis
Ensinando o Boi sair da Pressão

 

O que aconteceu antes de acontecer aquilo que eu queria ou não queria que acontecesse. Aqui, toda nossa preocupação é que se consiga trabalhar, minimizando os riscos para o domador, assim como, para o boi.

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Apresentação do Boi de Pista

Do Boi

  • Toalete do Animal
  • Pêlo, limpeza das orelhas, pé do chifre, cascos, etc…
  • O condicionamento físico e mental o animal
  • Como o animal deve se movimentar e parar para ser examinado
  • Equipamentos para a apresentação:
  • Cabrestos, cabos, etc…
  • Cosméticos para maquiagem do animal

Do Apresentador

Asseio
Figurino
Procedimento dentro e fora da pista
Aqui trabalharemos toda a dinâmica do Show, trazendo à consciência dos alunos o significado do apresentador e seu apresentado, esclarecendo o que significa estar numa Exposição Agro-Pecuária como contratados para trabalhar e não como convidados, como a maioria deles entende.
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