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Adeus ao grande MESTRE

Adeus ao grande MESTRE

Ray Hunt se despede do universo
terrestre para entrar na história
como o cowboy que ajudou a revolucionar
a relação dos homens com os cavalos.

Despediu-se do mundo terrestre, no dia 12 de março de 2009, um dos maiores mestres da relação homem-cavalo: Ray Hunt, o cowboy norte-americano que disseminou mundo afora uma nova forma de lidar com os animais. Discípulo de Tom Dorrance, Hunt foi o responsável pela popularização da filosofia do velho mestre, levando aos seus alunos os procedimentos que tinham como base fundamental a sensibilidade no trato com os cavalos. “Cada cavalo tem uma personalidade e temos de saber respeitá-las”, dizia, com a calma de um monge tibetano.
Sabedoria, aliás, talvez seja a melhor forma de resumir a contribuição de Ray Hunt no que se convencionou chamar de horsemanship. Foi um homem generoso na irradiação do seu conhecimento, porque sabia que, o mais importante era que as pessoas aprendessem a ver o cavalo como um Todo; Mente, Físico e Espírito, essa era uma contribuição real que estaria dando para melhorar a vida do maior número de cavalos no planeta. Um ser humano único, um mestre para todos que amam o cavalo.

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Sensibilidade, Timing & Discernimento

Sensibilidade, Timing & Discernimento

“Atenção sobre Si”

No meu entender, é muito importante que as pessoas possam perceber que apesar do Instinto de Preservação, o cavalo está sempre querendo, por alguma razão, conectar-se ao ser humano. Se estivermos atentos, vamos perceber que ele está sempre à procura dessa conexão. No meu entender, é essa vontade de conectar-se com ser humano e a sua contrapartida, isto é a necessidade pela Preservação, que determinam a dinâmica da Relação Homem-Cavalo.
Esta é a razão pela qual o cavaleiro precisa desenvolver qualidades muito difíceis de serem descritas, já que estão relacionadas à sensibilidade, como “sentir”, “pressentir”, “perceber” e “intuir”. O cavaleiro também precisa ter “timing”, estar no ritmo, perceber o momento, ficar junto durante a movimentação, alem dessas duas qualidades ele precisa ter discernimento, analisar uma determinada situação e tomar uma decisão.
Não existe nenhuma maneira de “sensibilidade”, “timing” & “discernimento” virem de fora. São elementos que precisam vir de dentro de cada um de nós.

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Campo de sonhos e lições

Campo de sonhos e lições

Uma imersão na “objetividade subjetiva” de Eduardo Borba,
o mais complexo horseman brasileiro

O que uma pintura de Picasso ou uma foto de Cartier-Bresson tem a ver com cavalos? A comparação, pouco convencional, é um bom ponto de partida para entender o universo reflexivo de José Eduardo Borba, um dos mais inquietos estudiosos da relação homem-cavalo hoje em atividade no Brasil. Sempre disposto a derrubar velhos paradigmas – inclusive os seus próprios – para mostrar novas alternativas, Borba desperta paixões e ódios. Muito mais admiradores, é verdade. Calcula-se que pela sua batuta já tenham passados mais de seis mil alunos e 10 mil cavalos, desde quando começou a dar cursos, na década de 70. Mesmo com toda essa notoriedade e relevância, não faz o menor esforço para se render aos convencionalismos do mercado. Muito pelo contrário: abomina-os. “Já estou muito velho para vender a minha alma”, conforta-se.

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A diferença entre Doma e Iniciação de Potros

Uma coisa é mostrar quem manda;
a outra é procurar compreender e ser compreendido

Existe uma diferença enorme entre Domar os Potros e Iniciar os Potros. No primeiro caso, o foco principal é mostrar que ali quem manda somos nós. Todo o processo é baseado no conceito de obediência e desobediência. Já na Iniciação, o foco principal está no controle da mente, que se dá por meio da compreensão e da responsabilidade mútua. O cavalo só não nos responde se estiver confuso, não compreender ou ainda não saber como fazer.
Por isso a importância de diferenciar os dois conceitos. Podemos até ter controle do corpo e das patas, mas se não tivermos controle da mente, mais hora menos hora vamos ter problemas. Isto é, não vamos conseguir dirigir aquela energia para onde queremos. Portanto, saber como esse animal opera sua vida e ter consciência da importância e do significado do Instinto de Auto Preservação é fundamental. Esse é o caminho que nos leva a compreender as necessidades internas do nosso potro.

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Curso Central Bela Vista

Newton Camargo & Cláudio Sabino

Em 1984, em parceria com o Banco Comind, realizamos um curso de Iniciação de Potros & Horsemanship para a ABCZno parque Fernando Costa em Uberaba. O doutor Newton Camargo, que era o presidente, e o Cláudio Sabino, diretor, me convidaram para fazer para ensinar as pessoas a r & Apresentar Gado de Elite. Prontamente respondi que não conseguiria, porque o Nelore me intimidava muito. Mas o Cláudio não me deu muito tempo e disse: “Não queremos os bois, queremos os homens”. Foi nesse momento que percebi que eles estavam me vendo muito mais como um Educador do que como um domador. Imediatamente aceitei o desafio.

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Blog Projeto Doma
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Dudi Rédeas
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