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Borba: Perfeita Integração Homem-Cavalo

“It s easy to make a rider, but it s quite difficult to make a real horseman.”


O nome de José Borba ou o Professor Borba é conhecido não só neste país, mas também no exterior. O seu projeto doma ficou famoso e quem ganha com isso são os amantes do cavalo. Conheça aqui sua história.

Quando chegou a hora da apresentação de Dinamite MA 25, número do catálago, e o leiloeiro João Gabriel chamou a atenção do público sobre o fato do animal sair do Projeto Doma – o Centro de Treinamento criado por José Borba -, a atmosfera da arena no Parque da Água Branca de repente pegou fogo. Enquanto o lindo palomino espinava, esbarrava, recuava repetidamente no estreito espaço da pista, habilmente equitado pelo jovem Tiago Borba, os lances da platéia subiam em rápida sucessão, empurrados pelo prestígio de José Eduardo no ambiente do Quarto de Milha. Sob a luz dos holofotes, Dinamite, mestiço, alcançou, neste pique da emoção, o preço recorde para sua categoria.

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Pensando Cavalo

O livro, Horses and Horsemanship, escrito por M. E. Esminger, professor da Universidade Estatal de Wisconsin, EUA, diz que existem fósseis de uma família de eqüinos que data na era terciária, ou seja, o cavalo existe há cerca de 58 milhões de anos.

Isto me faz pensar que este animal é um vencedor porque, sendo “predado”, teve que desenvolver um sistema de auto-preservação extremamente sofisticado para sobreviver até os nossos dias. Por tanto, quando empina, corcoveia, manoteia, empaca, escoiceia, morde, dispara, assusta-se com os mais inusitados objetos, quer apenas salvar sua vida.

Muita gente pensa que pelo fato de ele hoje, na maioria das vezes, ser criado e manejado em haras e fazendas, a partir de técnicas específicas de criação profissional, tenha perdido esse instinto de auto-preservação, o que não é verdade; este instinto é uma coisa arquetípica. Penso que com as pessoas acontece de forma semelhante.

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Racional & Intuitivo

Em 1972, quando me tornei profissional trabalhando com cavalos e pessoas, comecei desenvolvendo um trabalho que era muito diferente do convencional. Nunca amarrei meus cavalos ao palanque para quebrá-los, já me beneficiava dos efeitos doTrabalho de Chão, usava pé de amigo, para dessensibilizá-los, com o critério de não ferir-lhes a dignidade, ensinava-os a trabalhar na guia, usava rédeas de borracha e charreteava usando obstáculos, como tambores, balizas, cones para depois sair para o exterior, usando obstáculos naturais, assim como a garagem dos caminhões e tratores, o jardim da sede etc…

Montava as primeiras vezes de cabresto ou de bridão de borracha, usando um auxiliar ao cabresto para uma garantia de controle em caso de sustos eventuais e desenvolvia a doma montado dando muita ênfase ao trabalho exterior, usando gado, como um significado para o trabalho do cavalo e das pessoas.

Era preciso uma explicação, para tudo aquilo que estava acontecendo, então, começamos a chamar aquela abordagem, Doma Racional.

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Redondel

Doma é um assunto palpitante, gostaria de ter seu palpite, palpitar é bom é vivo, quando o palpite é palpitante, melhor ainda.


O Redondel I 

É um curral redondo com 2,5m de altura, com 15 ou 17 metros de diâmetro, pode ser construído de muitas maneiras. A mais comum é aquela feita de madeira sólida, sem vãos até pelo menos 1,20m e acima dessa medida os vãos não podem caber a cabeça do cavalo, a ultima tabua deve ser colocada bem rente à cabeça do moirão, por que quando se trabalha com o laço, pode acontecer de se laçar o cavalo e a ponta do moirão causando assim um acidente para nós e para o cavalo.

Espaço suficiente para o ele poder expressar o instinto de auto preservação mas, também deixa claro ao cavalo que não existe a menor possibilidade de sair dali.

Na maior parte do tempo ele fica vazio, nada acontece até que alguém leve um cavalo para dentro dele.

É fundamental que os predados não se sintam acuados e possam se proteger movimentando as patas para onde quiserem.

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Aprendendo como Aprender

O Cenário Convencional

Se fizermos uma análise um pouco mais profunda do Cenário da Doma  e da Equitação Convencional, vamos perceber que o cavaleiro lida com o cavalo como se ele fosse um escravo.

Treinamento Convencional de cavalos obedece a duas regras básicas:

1) O Cavaleiro tem seu foco dirigido para o Erro acredita que é pela Correção e pela pressão na Repetição Mecânica dos exercícios que o cavalo aprende.

2) O Cavaleiro precisa fazer o impossível para vencer, por que Subir no Pódio é o essencial – não importa como.

Dentro deste panorama o cavalo tem que obedecer incondicionalmente a todos os desejos do seu cavaleiro, a partir da primeira informação.

Isto é, o cavaleiro convencional não se interessa em saber qual é o grau de desenvolvimento deste ou daquele cavalo. Dentro da sua expectativa, o seu filme, é que nos primeiros 60 dias a partir da Iniciação, o cavalo precisa estar sendo dirigido a passo, trote e a galope, com o cavaleiro pegando nas rédeas com uma mão só, fazendo mudanças de mão e pé, esbarrando, virando(roll backs) e recuando. Se puder estar usando freio é melhor. Para poder encaminhá-lo, o mais depressa possível ao esporte ou a qualquer outra atividade especializada.

Ao cavalo não é permitido ter nenhuma confusão, nenhum desconforto, nenhuma desconfiança a respeito das coisas que estão acontecendo entre ele e seu cavaleiro.

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